Yira Yira - Carlos Gardel
Pesquisaí
segunda-feira, maio 5
Semiótica no Design
Fazer o design significa desenvolver um sistema de signos de tal modo que seja possível a consecução de metas humanas: comunicacional (como um modo de interação social), tecnológica, realização de tarefas, de solução de problemas, em suma. O resultado do projeto de design se dá em um ambiente de cultura e estabelece aponte entre a ciência e a prática humana. O objeto da semiótica é o sistema de signos e seu funcionamento dentro de uma cultura. É fica inequívoco o caráter semiótico do design.
Entretanto, para aplicar semiótica de modo consistente, deve-se estabelecer a linha teórica a seguir. Há três grandes ramos:
Semiótica russa ou semiótica da cultura em que o foco é a linguagem, a literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião. R. Jakobson, Hjelmslev, I. Lotman são autores fundamentais dessa construção teórica.
Semiótica estruturalista/Semiologia, com fundamentação na definição de signo construída pelo lingüista suiço Ferdinand de Saussure (1857-1913). Nela o signo é uma unidade resultante da articulação de significante (que provê a corporificação em elementos como palavras, formas) e o significado (o que o signo propõe significar). A significação em linguagem se dá, portanto, pela interseção do plano da expressão com o plano do conteúdo. Os processos de construção de sentido têm sido objeto de investigação e análise seguindo a abordagem saussuriana. As suas versões refinadas, devidas a contribuições da Escola Francesa, com especial destaque para o lituano Algirdas Julien Greimas e seus colaboradores e seguidores, têm se mostrado eficientes instrumentos de análise.
Semiótica peirceana, que se filia à tradição filosófica da teoria dos signos desde Charles Sanders Peirce, e em que a semiótica é entendida como lógica. Nela o signo “como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante (8.343).” (Santaella, 2000, p.12).
de design.com.br
Entretanto, para aplicar semiótica de modo consistente, deve-se estabelecer a linha teórica a seguir. Há três grandes ramos:
Semiótica russa ou semiótica da cultura em que o foco é a linguagem, a literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião. R. Jakobson, Hjelmslev, I. Lotman são autores fundamentais dessa construção teórica.
Semiótica estruturalista/Semiologia, com fundamentação na definição de signo construída pelo lingüista suiço Ferdinand de Saussure (1857-1913). Nela o signo é uma unidade resultante da articulação de significante (que provê a corporificação em elementos como palavras, formas) e o significado (o que o signo propõe significar). A significação em linguagem se dá, portanto, pela interseção do plano da expressão com o plano do conteúdo. Os processos de construção de sentido têm sido objeto de investigação e análise seguindo a abordagem saussuriana. As suas versões refinadas, devidas a contribuições da Escola Francesa, com especial destaque para o lituano Algirdas Julien Greimas e seus colaboradores e seguidores, têm se mostrado eficientes instrumentos de análise.
Semiótica peirceana, que se filia à tradição filosófica da teoria dos signos desde Charles Sanders Peirce, e em que a semiótica é entendida como lógica. Nela o signo “como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante (8.343).” (Santaella, 2000, p.12).
de design.com.br
sábado, maio 3
Calvin e Hobbes (Haroldo)
O nome de Calvin foi inspirado no reformador religioso do século XVI, João Calvino, que discorreu, entre outros, acerca da depravação total do homem, ou seja, que o homem está naturalmente inclinado para promover o mal a seu próximo.Hobbes recebeu o nome de Thomas Hobbes, o filósofo inglês do século XVII que tinha aquilo que Watterson chamou de "uma visão obscura da natureza humana", sendo o autor da famosa máxima "o homem é o lobo do homem", ou seja, cada homem é o predador de seu próximo.
De acordo com Watterson, a fonte dos dois nomes é entendida como uma piada para as pessoas que estudam ciência política e filosofia, e que poucas outras pessoas a iriam perceber.
Utopias
As utopias andam fora de moda. Décadas de realismo, seguidas por um período em que tudo devia soar como relativo, quando todos os referenciais pareciam contestáveis, fizeram com que aqueles capazes de pensar o futuro se retraíssem.
Esse tempo pareceu suficiente para que esquecêssemos que o desejo de um mundo melhor, expresso nas utopias, pertence ao domínio da ética. E o conceito caiu moribundo, abandonado aos seus aspectos de quimera, de ilusão.
Assim como as ficções científicas recriam o real, apondo-lhe elementos de um progresso tecnológico que se antevê possível, também as utopias exigem um apurado entendimento da realidade, que recebe o tempero dos mais nobres ideais, das mais profundas aspirações e dos mais enlevados sonhos de uma sociedade mais aperfeiçoada do que a atual e, nunca nos esqueçamos, de uma sociedade viável.
Os críticos literários afirmam que não é da natureza da utopia que ela se realize. Se pensarmos em termos de uma tentativa de migrar diretamente o fruto da nossa imaginação para nossas organizações políticas, isto está provavelmente correto. Mas o que não se pode perder de vista é que as utopias sempre representaram um referencial, um norte, na busca daquilo que o homem sente que é ético, que é belo e que, sobretudo, é realizável. É delas que nascem nossos planos, nossos projetos, estes sim, passos calculados, amparados pela sensatez e com prazos para realização.
Por tudo isso, foi bom ver a palestra do professor Ignacy Sachs, apresentando corajosamente a sua "biocivilização", uma utopia social na qual todas as tecnologias, atuais e futuras, são pensadas em seu aspecto mais elevado: o atendimento às necessidades das pessoas e da sociedade.
Quanto às demais notícias, perceba que três delas mostram avanços em pesquisas que já foram notícia anteriormente - com um destaque quase apoteótico para um novo componente eletrônico, o memristor. Mas que isto não dê a impressão de que a ciência segue um ritmo linear, no qual todas as descobertas se sucedem naturalmente, e que todas as expectativas iniciais das pesquisas se realizam necessariamente no futuro.
A ciência não funciona assim. Como em toda obra humana, algumas coisas dão certo, outras não; algumas se realizam, outras não. Felizmente, a maioria dos cientistas sonha com um dia em que compreenderemos a natureza de tal forma que a vida do homem será melhor, mais significativa e mais plena. E, por crerem nisso, continuam dedicando suas vidas a darem um passo de cada vez rumo a esse novo mundo. Quando todos os que labutamos em todas as áreas da atividade humana fizermos o mesmo, então estaremos definitivamente transformando nossa utopia em projeto.
Bom fim de semana.
Agostinho Rosa
Editor do http://www.inovacaotecnologica.com.br/
Esse tempo pareceu suficiente para que esquecêssemos que o desejo de um mundo melhor, expresso nas utopias, pertence ao domínio da ética. E o conceito caiu moribundo, abandonado aos seus aspectos de quimera, de ilusão.
Assim como as ficções científicas recriam o real, apondo-lhe elementos de um progresso tecnológico que se antevê possível, também as utopias exigem um apurado entendimento da realidade, que recebe o tempero dos mais nobres ideais, das mais profundas aspirações e dos mais enlevados sonhos de uma sociedade mais aperfeiçoada do que a atual e, nunca nos esqueçamos, de uma sociedade viável.
Os críticos literários afirmam que não é da natureza da utopia que ela se realize. Se pensarmos em termos de uma tentativa de migrar diretamente o fruto da nossa imaginação para nossas organizações políticas, isto está provavelmente correto. Mas o que não se pode perder de vista é que as utopias sempre representaram um referencial, um norte, na busca daquilo que o homem sente que é ético, que é belo e que, sobretudo, é realizável. É delas que nascem nossos planos, nossos projetos, estes sim, passos calculados, amparados pela sensatez e com prazos para realização.
Por tudo isso, foi bom ver a palestra do professor Ignacy Sachs, apresentando corajosamente a sua "biocivilização", uma utopia social na qual todas as tecnologias, atuais e futuras, são pensadas em seu aspecto mais elevado: o atendimento às necessidades das pessoas e da sociedade.
Quanto às demais notícias, perceba que três delas mostram avanços em pesquisas que já foram notícia anteriormente - com um destaque quase apoteótico para um novo componente eletrônico, o memristor. Mas que isto não dê a impressão de que a ciência segue um ritmo linear, no qual todas as descobertas se sucedem naturalmente, e que todas as expectativas iniciais das pesquisas se realizam necessariamente no futuro.
A ciência não funciona assim. Como em toda obra humana, algumas coisas dão certo, outras não; algumas se realizam, outras não. Felizmente, a maioria dos cientistas sonha com um dia em que compreenderemos a natureza de tal forma que a vida do homem será melhor, mais significativa e mais plena. E, por crerem nisso, continuam dedicando suas vidas a darem um passo de cada vez rumo a esse novo mundo. Quando todos os que labutamos em todas as áreas da atividade humana fizermos o mesmo, então estaremos definitivamente transformando nossa utopia em projeto.
Bom fim de semana.
Agostinho Rosa
Editor do http://www.inovacaotecnologica.com.br/
Todo dia
"Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê"
Herbert Vianna
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê"
Herbert Vianna
sexta-feira, maio 2
Satori
O quadragésimo koan do Mumonkan relata a história de Isan.
Isan tornou-se discíplulo de Hyakujo aos vinte e três anos de idade.
Quando Hyakujo o viu, permitiu-lhe entrar em seu quarto, e fez dele seu secretário.
Hyakujo perguntou-lhe um dia:
- Existe ainda um pouco de fogo nas cinzas da lareira?
Isan procurou, mas nada encontrou. Veio, então, Hyakujo e descobriu uma brasa, profundamente metida no meio da cinza. Pegou-a conm a ajuda de atiçadores e espertou o fogo.
- Não é fogo? -perguntou ele.
- Sim! Sim! É fogo -respondeu Isan.
- Esse fogo não é muito importante para mim -disse Hyakujo-, mas, se quiseres ver tua natureza de buda, é importante encontrares a ocasião, o ensejo, a oportunidade.
"Mushin, o não-espírito, o espírito sem dualidade, e mushotoku, o espírito do não-lucro, são muito importantes. Se te tornares mushin e mushotoku, poderás compreender o meu espírito."
de "A Tigela e o Bastão, 120 contos Zen"
Isan tornou-se discíplulo de Hyakujo aos vinte e três anos de idade.
Quando Hyakujo o viu, permitiu-lhe entrar em seu quarto, e fez dele seu secretário.
Hyakujo perguntou-lhe um dia:
- Existe ainda um pouco de fogo nas cinzas da lareira?
Isan procurou, mas nada encontrou. Veio, então, Hyakujo e descobriu uma brasa, profundamente metida no meio da cinza. Pegou-a conm a ajuda de atiçadores e espertou o fogo.
- Não é fogo? -perguntou ele.
- Sim! Sim! É fogo -respondeu Isan.
- Esse fogo não é muito importante para mim -disse Hyakujo-, mas, se quiseres ver tua natureza de buda, é importante encontrares a ocasião, o ensejo, a oportunidade.
"Mushin, o não-espírito, o espírito sem dualidade, e mushotoku, o espírito do não-lucro, são muito importantes. Se te tornares mushin e mushotoku, poderás compreender o meu espírito."
de "A Tigela e o Bastão, 120 contos Zen"
quinta-feira, maio 1
Pra bom entendedor...
...informação precisa ser de qualidade.
Aproveitem quando puderem esse enorme banco de dados com informações de revistas de impacto.
http://www.dotlib.com.br/
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